Mesa com documentos, calculadora e laptop mostrando gráficos de importação da China para Brasil

Quando comecei a pesquisar como importar mercadorias chinesas, percebi que entender cada custo envolvido era mais desafiador do que parecia. Descobri que a taxa de importação da China para o Brasil vai muito além daquele imposto de importação clássico de que todos falam. Existem impostos, taxas, despesas de documentação, variações conforme o porte da empresa e até surpresas no valor do frete e seguro. Cada detalhe pode impactar bastante no valor final. É sobre isso que quero compartilhar aqui: de forma clara e prática, vou mostrar o que realmente compõe os custos de importação da China, como calcular tudo corretamente e como minimizar os gastos, citando minha experiência ao lado de especialistas da Importe da China.

Entendendo as taxas e impostos na importação da China

Antes de avançar, preciso ser direto: não basta olhar apenas para o valor do produto em si. O preço da importação é um conjunto de impostos federais, estaduais, taxas de serviços e outras cobranças que não podem ser ignoradas.

Quero explicar cada uma das principais taxas que normalmente recaem na importação de produtos chineses para o Brasil, tanto para pessoas físicas quanto para empresas:

  • Imposto de Importação (II): Incide sobre praticamente toda mercadoria internacional, variando de acordo com o código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). Alíquotas podem ir de 0% a 35% ou mais, dependendo do produto.
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): Tributo estadual, a alíquota depende do estado de destino. No sul e sudeste gira em torno de 18%, podendo subir com MVA (Margem de Valor Agregado), regime especial ou substituição tributária.
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): Para produtos industrializados, a alíquota é definida conforme o código NCM, normalmente entre 0% e 15%.
  • PIS e Cofins-importação: Incidem sobre o valor aduaneiro e podem somar cerca de 9,65% (PIS 2,1% e Cofins 9,65%) na importação formal.
  • Taxas aduaneiras e despesas acessórias: Taxa Siscomex, despacho aduaneiro, armazenagem, capatazia, emissão de certificados e seguro internacional são custos extras que devem ser incluídos.
O cálculo das taxas nunca é superficial: tudo gira em torno do valor aduaneiro.

Quando conversei com a equipe da Importe da China, ficou claro que o segredo está em entender onde incide cada tributo e como eles se relacionam – porque um imposto entra na base de cálculo do outro, multiplicando custos se você não planejar.

Diferença entre regime simplificado e formal nas importações

O tipo de regime aduaneiro faz diferença logo no início. Eu aprendi que existem dois principais caminhos:

Regime simplificado

Indicado para pequenas encomendas (pessoas físicas ou jurídicas), de valor até US$ 3.000 por remessa. As taxas são mais objetivas: um imposto de importação fixo de 60% sobre o valor CIF (produto + frete + seguro) e, desde 2023, a cobrança de ICMS de 17% na maioria dos estados. Não há incidência de IPI, PIS e Cofins nesse regime.

O regime simplificado é comum para quem compra amostras, pequenas quantidades ou faz testes antes de investir em lotes maiores. É utilizado também na maioria dos envios via courier e plataformas de comércio eletrônico internacionais, sujeito ainda ao Programa Remessa Conforme no caso de pessoas físicas e MEIs.

Regime formal

Obrigatório para importações acima de US$ 3.000 ou com fins claramente comerciais, realizadas por empresas com RADAR Siscomex habilitado. Nele, incidem todos os tributos: II, IPI, ICMS, PIS e Cofins. O cálculo é mais detalhado, sendo comum contratar assessoria especializada, como assessoria completa em importações para não cometer erros e se deparar com bloqueios alfandegários ou fiscais.

O regime escolhido impacta diretamente no total de impostos pagos.

Como calcular o valor total das taxas?

Quando fui calcular a primeira importação, me peguei em dúvida sobre o que entra ou não no chamado valor aduaneiro. A Receita Federal considera a soma do valor da mercadoria, do frete internacional, do seguro, das despesas de embarque e qualquer outro custo diretamente relacionado ao transporte até o Brasil. Ou seja, não dá para fugir: o Brasil tributa sobre tudo – produto, transporte e seguro.

Veja um passo a passo baseado na minha experiência e nos dados confirmados com consultores, como os da Importe da China:

  1. Defina o valor da mercadoria FOB (Free on Board ou valor do produto na origem, sem transporte ou seguro).
  2. Adicione o frete internacional (valor pago para trazer até o primeiro aeroporto ou porto de entrada no Brasil).
  3. Inclua o seguro internacional (quando contratado).
  4. A soma destes valores gerará o Valor Aduaneiro (VA).
  5. Calcule cada imposto conforme a base de cálculo estabelecida:
    • II: Aplica-se a alíquota sobre Valor Aduaneiro.
    • IPI: Incide sobre VA + II.
    • PIS/Cofins: Incidem sobre VA + II + IPI.
    • ICMS: Incide sobre todos os tributos anteriores + VA, usando a fórmula “por dentro”.
  6. Acrescente despesas de desembaraço, armazenagem, taxas portuárias/aeroportuárias, custos com despachante, entre outras.
Calculadora e planilhas com notas fiscais e computador ao lado

Essa conta, apesar de parecer simples, costuma confundir muita gente, especialmente porque o ICMS, na maioria das vezes, é “por dentro”, ou seja, entra como parte do próprio cálculo.

Exemplo prático de cálculo

Vou dar um exemplo simples para ilustrar:

  • Valor do produto FOB: US$ 1.000
  • Frete internacional: US$ 200
  • Seguro internacional: US$ 20
  • Valor Aduaneiro: US$ 1.220
  • Supondo alíquotas médias: II 20%, IPI 5%, PIS 2,1%, Cofins 9,65%, ICMS 18%

O cálculo ficaria assim (convertendo a cotação para real ao efetuar a declaração):

  1. II: 20% de US$ 1.220 = US$ 244
  2. IPI: 5% de (US$ 1.220 + 244) = US$ 73,20
  3. PIS: 2,1% de (US$ 1.220 + 244 + 73,20) = US$ 31,08
  4. Cofins: 9,65% de (US$ 1.220 + 244 + 73,20) = US$ 142,80
  5. Calculando ICMS “por dentro”: (Soma total dos custos acima / (1 - alíquota ICMS)).

O valor total dos impostos ultrapassa 80% do valor da mercadoria. Muitos se assustam, mas é possível reduzir essa carga com bom planejamento, e é sobre isso que quero tratar mais adiante.

Novas regras do Programa Remessa Conforme

Com a atualização das normas de encomendas internacionais desde 2023, o Programa Remessa Conforme trouxe mudanças importantes, sobretudo para pessoas físicas e pequenos empresários.

  • Compras internacionais até US$ 50: pessoas físicas comprando de empresas aderentes ao programa pagam apenas o ICMS (17% ou 18%, de acordo com o estado).
  • Acima de US$ 50: incidem II (60% do valor CIF) mais ICMS.
  • Importações empresariais (CNPJ) não são contempladas por essas facilidades e seguem a tributação tradicional.

Se você for usar sua empresa para importar, é fundamental saber que a carga tributária e o procedimento mudam, exigindo planejamento logístico e fiscal, além de se atentar aos documentos necessários, como licença de importação e habilitação no Siscomex.

Licenças, declarações e documentos para liberação alfandegária

O processo de desembaraço aduaneiro, a parte burocrática que normalmente mais me preocupava nos meus primeiros processos, envolve uma série de documentos e requisitos, inclusive a contratação obrigatória de despachante aduaneiro no regime formal. Cada importação exige que você esteja atento ao seguinte:

  • Fatura comercial (Invoice): Documento básico da compra, mostrando valores e dados do fornecedor;
  • Conhecimento de embarque (BL, AWB ou CE): Prova do transporte internacional, utilizada para liberar a carga no Brasil;
  • Declaração de Importação (DI ou DSI): É feita no Siscomex, com dados do importador, produto, valores e impostos devidos;
  • Licença de Importação (LI): Objeto de análise para produtos sujeitos à anuência prévia como alimentos, medicamentos, cosméticos, bens tecnológicos e outros;
  • Comprovantes de pagamento e contratos internacionais, quando solicitados;
Despachante conferindo documentos de importação em mesa com carimbos e caixas

Além disso, existem autorizações e laudos técnicos específicos para certos tipos de produtos, que podem ser acompanhados de inspeção em fábrica. Para empresas que importam regularmente, recomendo fortemente considerar serviços profissionais como inspeção de fábrica in loco, além de manter a habilitação no sistema Siscomex atualizada.

Dicas práticas para reduzir custos nas importações

Com o tempo, vi que pequenas decisões cumulativas podem garantir um resultado final bem mais interessante. Seguem algumas práticas que adotei e que foram validadas pelos especialistas da Importe da China:

  • Planejamento tributário: Conheça a carga tributária do produto que você deseja importar avaliando diferentes estados para entrega e regimes tributários. Algumas categorias podem ter benefícios fiscais regionais, mas sempre busque respaldo contábil, pois cada operação é única.
  • Negociação de frete internacional e seguro: Sempre cote com diferentes transportadoras, trabalhando com sistemas de cotação inteligente e considerando rotas alternativas. Containers compartilhados (consolidados) podem ser uma solução de economia em lotes menores.
  • Classificação fiscal correta: Erros na escolha do código NCM afetam diretamente a alíquota dos tributos. Contar com consultoria especializada evita autuações onerosas e atrasos.
  • Acompanhamento do processo em tempo real: Ferramentas modernas permitem monitorar onde está a carga, quanto foi pago e o andamento de todos os trâmites, prevenindo custos com armazenagem excessiva.
  • Aproveitamento de benefícios para PMEs e regiões específicas: Há incentivos fiscais estaduais e federais para pequenas empresas e setores estratégicos. Vale consultar a legislação local e federal, como regimes especiais de importação.
  • Treinamento e atualização constante: Investir em cursos, workshops e acesso a conteúdos atualizados é um diferencial para evitar erros e prejuízos surpresa.
Equipe de consultores de importação em reunião planejando redução de custos
Reduzir custos é ação, e não sorte.

No meu contato com importadores de todos os portes, ficou claro que quem investe em suporte profissional, como a consultoria em sourcing e procurement, diminui drasticamente riscos de pagamentos indevidos, multas e devoluções de carga.

Por que contar com suporte especializado faz diferença?

Eu mesmo já vi exemplos de empresas que, por desconhecimento ou confiança em mitos da internet, pagaram impostos acima do necessário ou perderam mercadorias na alfândega. Um especialista pode não só dimensionar corretamente todas as etapas e custos, como identificar oportunidades legais de economia e garantir agilidade.

  • Evita erros na classificação fiscal (NCM) e identificação do tratamento administrativo do produto.
  • Garante que a documentação apresentada seja compatível e livre de erros formais, minimizando riscos de autuações fiscais e judicializações.
  • Indica os caminhos de menor custo logístico e tributário.

Dentro das soluções oferecidas pela Importe da China, é possível marcar uma reunião gratuita para uma avaliação do seu caso, e esse tipo de contato sempre revela pontos cegos que não aparecem em planilhas ou manuais. Esse apoio faz diferença tanto para quem vai importar pela primeira vez quanto para empresas mais experientes que buscam ganhos de escala. Vale a pena conhecer as alternativas já disponíveis para acelerar o resultado e evitar prejuízos.

Conclusão: escolha inteligente para sua importação

Enquanto escrevia este artigo, lembrei de quantas vezes, por falta de orientação sólida, vi empreendedores desmotivados diante da complexidade tributária nas importações vindas da China. Percebo hoje que tudo se torna mais prático quando você entende desenhar o processo desde o início, conhece o impacto real de cada imposto e sabe buscar suporte profissional. Importar pode ser o diferencial de crescimento no seu negócio – se feito com responsabilidade.

A Importe da China está preparada para apoiar desde a análise inicial até o recebimento seguro da carga, passando por treinamento, certificação e toda documentação. Se você quer clareza nos custos e maneiras de diminuir a carga tributária de forma legal e estruturada, conheça nossas soluções avançadas em consultoria e assessoria em importação ou marque agora sua reunião gratuita com nossos especialistas. O futuro do seu negócio pode estar em uma decisão bem planejada – e nosso time pode te ajudar a chegar lá.

Perguntas frequentes sobre taxa de importação da China para o Brasil

O que é a taxa de importação da China?

A taxa de importação da China para o Brasil é o conjunto de impostos e tarifas cobrados pelo governo brasileiro sobre mercadorias vindas do país asiático. Ela inclui imposto de importação, ICMS, IPI, PIS, Cofins e despesas acessórias como taxas alfandegárias e de armazenagem. Esses custos incidem sobre o valor aduaneiro, que soma produto, frete e seguro. O percentual varia conforme o tipo de bem, regime aduaneiro e estado de destino.

Como calcular taxas ao importar da China?

O cálculo começa somando o valor do produto ao frete e ao seguro para obter o valor aduaneiro. Sobre esse montante, são aplicadas as alíquotas de imposto de importação, IPI, PIS, Cofins e ICMS, nesta ordem. O ICMS costuma ser calculado “por dentro”, integrando os próprios impostos em seu cálculo. Acrescente ainda eventuais taxas de despacho, capatazia, armazenagem e operações portuárias. Recomendo usar planilhas detalhadas e contar com um especialista para evitar erros.

Vale a pena importar produtos da China?

Na minha experiência, importar produtos da China só vale a pena com análise cuidadosa dos custos totais, incluindo tributação, frete, seguro e despesas acessórias. Compare esse valor ao custo local, avalie prazos e busque diferenciação. Em grande parte dos casos, com planejamento tributário e logística eficiente, importar pode significar ganhos de competitividade e expansão – e contar com assessoria confiável reduz muitos riscos.

Quais produtos pagam menos imposto de importação?

Produtos classificados em NCMs com incentivos fiscais ou alíquotas reduzidas (como bens de capital, matérias-primas ou itens de tecnologia estratégica) tendem a pagar menos impostos. Mercadorias destinadas a Zona Franca de Manaus ou sujeitos a regimes especiais como drawback podem ter isenção ou redução significativas. Consultar a classificação correta do produto é fundamental para aproveitar essas oportunidades legais.

Como reduzir custos ao importar da China?

Aplique planejamento tributário, compare cotação de frete internacional, opte por containers compartilhados para lotes pequenos, escolha corretamente o NCM do produto e fique atento a incentivos fiscais regionais. Invista em conhecimento, participe de treinamentos e considere buscar consultoria especializada para estruturação das operações. O acompanhamento ativo do processo evita surpresas e custos extras desnecessários.

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Felipe Peixoto

Sobre o Autor

Felipe Peixoto

Felipe é apaixonado por facilitar negócios internacionais e ajudar empresas brasileiras a superarem os desafios do comércio exterior. Ele dedica-se a descomplicar o processo de importação direta da China, orientando empresários, pequenas e médias empresas com soluções práticas e seguras. Interessado em logística, negociação e certificações, Felipe acredita que conhecimento acessível e ferramentas certas podem transformar o sucesso das importações brasileiras.

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